
Na manhã de hoje, o auditório do HNSD recebeu um importante momento de capacitação promovido pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). O treinamento abordou o manejo da agitação psicomotora, uma condição considerada urgência psiquiátrica e que exige intervenção rápida, segura e qualificada por parte das equipes de saúde.
A atividade foi conduzida pela psiquiatra Dra. Fernanda Araújo e pela enfermeira Janevy Távora, profissionais do CAPS II de Itabira, e teve como público-alvo os profissionais de enfermagem do Hospital e do Pronto-Socorro.

De acordo com a enfermeira coordenadora do SESMT, Andréia Mathias, a iniciativa reforça a importância do preparo contínuo das equipes diante de diferentes situações assistenciais.
“Situações que envolvem pacientes em agitação podem acontecer no ambiente hospitalar e, muitas vezes, geram dúvidas sobre a melhor forma de abordagem. Por isso, buscamos esse apoio para fortalecer o conhecimento das equipes e garantir uma atuação cada vez mais segura e qualificada”, destacou.
Durante a capacitação, a psiquiatra Dra. Fernanda Araújo enfatizou que a agitação psicomotora não está restrita apenas a pacientes com transtornos psiquiátricos, podendo estar relacionada a diversas condições clínicas, como infecções, uso de substâncias ou alterações metabólicas. Segundo ela, compreender a causa da agitação é essencial para garantir uma conduta adequada e segura.
“A agitação psicomotora é uma urgência e precisa de intervenção imediata. Quanto mais preparada e integrada estiver a equipe, menores são os riscos e melhores os desfechos para o paciente. O manejo começa muito antes da contenção, envolve observação, comunicação eficaz e trabalho em equipe”, explicou.
Entre os principais pontos abordados, estiveram a importância da abordagem verbal como primeira estratégia, a organização do ambiente para reduzir riscos, a definição de um profissional líder na condução da situação e a necessidade de avaliação clínica criteriosa para identificação da causa da agitação.
Também foram discutidas as medidas de contenção física e química, destacando que devem ser utilizadas apenas quando estritamente necessárias e sempre como último recurso, priorizando a segurança do paciente, da equipe e dos demais presentes.

A enfermeira Janevy Távora reforçou que o manejo adequado contribui diretamente para a prevenção de situações de violência e para a humanização do atendimento.
“O uso de contenções exige responsabilidade e deve seguir critérios técnicos bem definidos. Sempre que possível, a abordagem verbal e a redução de estímulos são suficientes para conduzir a situação com segurança”, pontuou.
A capacitação reforça o compromisso do HNSD com a educação permanente e com a qualificação contínua de suas equipes, promovendo um cuidado cada vez mais seguro, humanizado e eficiente para todos os pacientes.
