Na tarde da última quinta-feira, 14, o auditório do HNSD recebeu os colaboradores para um bate-papo importante sobre tabagismo. Organizada pelo SESMT, o encontro foi conduzido pela médica Dra. Priscilla Rosa, que trouxe informações sobre como o cigarro afeta a saúde.
Você usa o Vape?
Segundo a médica, um dos mitos mais comuns é acreditar que o cigarro eletrônico, ou vape, seja uma alternativa segura para quem quer parar de fumar. “Muitas pessoas se enganam. Já ouvi relatos de quem acreditava que usar o vape ajudaria a deixar o cigarro comum. Mas ele tem nicotina, e é a nicotina que causa dependência. Portanto, se a substância viciante continua presente, a pessoa permanece dependente”, explicou.
Tabagismo e saúde pública
Durante a apresentação, Dr. Priscilla também ressaltou a importância de parar de fumar antes que surjam doenças graves. “Quando o dano causado pelo tabagismo já está instalado, parar de fumar ajuda apenas a controlar a situação, evitando que piore. Por isso, é fundamental que quem fuma interrompa o hábito antes de desenvolver qualquer doença. O tabagismo representa uma ameaça contínua à saúde pública, impactando não só quem fuma, mas também quem convive com ele e o sistema de saúde, que arca com internações longas e tratamentos complexos”.
Opinião
A fisioterapeuta do HNSD, Jarlene Aparecida Godói, destacou que a palestra trouxe informações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia.
“O que mais me chamou atenção foram os riscos. Muitas vezes a gente acha que é algo comum, porque vê muita gente fumando, e não existem tantas leis ou regras claras sobre isso. Acho que muitas pessoas não têm noção dos perigos que o tabagismo traz, tanto para o fumante quanto para quem está ao redor, como o fumante passivo“, disse.
Já o assistente administrativo do Almoxarifado do HNSD, Alef Caetano, contou que se surpreendeu ao descobrir que é possível buscar tratamento para parar de fumar pelo SUS.
“Eu não tinha noção que dava para buscar ajuda através do SUS. O cigarro é um problema pouco falado, muito menos do que, por exemplo, o vape. Ao longo do tempo, ele foi muito glamourizado, como em filmes e personagens que o associavam a algo chique ou de status. Isso acabou normalizando o hábito e diminuindo a atenção que damos aos riscos reais“, disse.
Alef também comentou que já conhecia os perigos do cigarro eletrônico, mas que convencer quem fuma sobre esses riscos ainda é um desafio. “Tenho muitas pessoas fumantes na família, inclusive algumas que usam vape, então sempre procurei me informar. Mas é complicado fazer quem consome entender e aceitar os perigos“, completou.
A ação faz parte do calendário de atividades do SESMT e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que visa promover a saúde e a segurança dos trabalhadores, reforçando o papel do HNSD na valorização do bem-estar físico e mental de todos.