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“Aqui eu encontrei respeito desde o primeiro dia”

31 de julho de 2026

Tempo de leitura: 4 minutos

Após vivenciar experiências marcadas pelo preconceito, Joana Souza, telefonista (PcD) do HNSD encontrou um ambiente de acolhimento, respeito e oportunidades para mostrar sua capacidade.

Promover a inclusão vai muito além de discursos: é enxergar talentos, valorizar histórias e criar caminhos para que cada pessoa possa desenvolver todo o seu potencial. No Hospital Católico Nossa Senhora das Dores (HNSD), esse compromisso se revela no dia a dia, nas atitudes e no modo como cada colaborador é acolhido e respeitado dentro da instituição.

Joana encontrou no HNSD um lugar acolhedor e respeitoso – Foto: Comunicação HNSD

Há pouco mais de um mês na equipe, a telefonista Joana Souza encontrou no Hospital muito mais do que uma nova oportunidade profissional. Encontrou acolhimento, respeito e a certeza de que sua deficiência não seria o que definiria sua capacidade de contribuir.

Antes de chegar ao HNSD, Joana construiu sua trajetória em diferentes áreas de atuação. Após passar por uma cirurgia em decorrência de um sarcoma de células claras (tumor maligno raro encontrado perto de tendões), na mão direita, que resultou na amputação do polegar, precisou se adaptar a uma nova realidade. Destra, reaprendeu a executar tarefas do dia a dia e seguiu em busca de oportunidades no mercado de trabalho.

Foi justamente durante essa caminhada que percebeu que nem todas as empresas enxergam as pessoas com deficiência da mesma forma.

“Em muitos lugares, parece que a vaga existe apenas para cumprir uma exigência legal. Aqui foi diferente. No HNSD, eu me senti acolhida desde o primeiro momento e, principalmente, me senti vista como uma pessoa capaz.”

Um acolhimento que faz a diferença

Joana conta que chegou ao Hospital sem imaginar como seria sua adaptação. O receio, comum a muitas pessoas que já enfrentaram preconceitos ao longo da vida profissional, logo deu lugar à tranquilidade.

Segundo ela, o carinho recebido pelas colegas, pela liderança e pela equipe foi determinante para que se sentisse pertencente ao novo ambiente de trabalho.

“O que mais me marcou foi o acolhimento. Ninguém me perguntou qual era a minha deficiência ou me fez sentir diferente. As pessoas simplesmente me receberam com respeito. Aqui eu sou vista como um ser humano capaz, assim como qualquer outra pessoa.”

Esse acolhimento ganha ainda mais significado quando comparado às experiências profissionais que viveu anteriormente. Em seu primeiro dia em uma empresa onde atuou após se tornar PcD, Joana ouviu uma frase que nunca esqueceu: “Nem sei por que te contrataram. Não tem nada para você fazer.” O comentário, feito logo na chegada, fez com que ela pensasse em desistir da vaga ainda naquele dia.

Em vez de ir embora, porém, decidiu permanecer e demonstrar sua capacidade. Com o tempo, conquistou o respeito dos colegas, tornou-se referência no relacionamento com as equipes e passou a desempenhar um papel importante dentro da organização. Hoje, ela relembra esse episódio para mostrar o quanto um ambiente acolhedor faz diferença na vida de um profissional. “Aqui foi completamente diferente. Desde o primeiro momento eu fui acolhida e respeitada.”

Ao recordar essa caminhada, ela percebe o quanto um ambiente acolhedor transforma não apenas o trabalho, mas também a autoestima e o sentimento de pertencimento.

Inclusão vai além da contratação

Para Joana, a inclusão verdadeira acontece quando a pessoa deixa de ser lembrada pela deficiência e passa a ser reconhecida por suas competências. Ela acredita que esse é um dos diferenciais do HNSD.

“Aqui as vagas para pessoas com deficiência não existem apenas para cumprir uma obrigação. Nós trabalhamos, participamos da rotina e somos respeitados. Isso faz toda a diferença.”

Na telefonia, setor onde atua, Joana também encontrou uma forma muito particular de exercer esse propósito. Mais do que atender chamadas, ela procura transformar cada contato em um momento de acolhimento.

“Muitas vezes a pessoa liga querendo uma informação, mas também precisa de alguém que a escute. Às vezes é menos de um minuto de conversa, mas esse tempo pode fazer toda a diferença para quem está do outro lado da linha.”

Com paciência, atenção e empatia, ela busca resolver cada situação da melhor maneira possível, compreendendo que, por trás de cada ligação, existe alguém precisando de ajuda.

Uma mensagem para quem busca uma oportunidade

Foto: Comunicação HNSD

Ao falar com outras pessoas com deficiência que desejam ingressar no mercado de trabalho, Joana deixa um conselho baseado na própria experiência.

“Procurem conhecer a empresa antes de enviar o currículo. Mais importante do que existir uma vaga para PcD é saber se aquele lugar realmente acolhe, respeita e valoriza as pessoas.”


Ela também faz questão de agradecer aos colaboradores do Hospital pelo carinho com que foi recebida.

“Que todos continuem tratando as pessoas com esse respeito e esse amor. Cada pessoa tem sua história e suas limitações, mas o respeito deve ser para todos. É isso que faz um ambiente ser realmente inclusivo.”

Histórias como a de Joana reforçam que a inclusão acontece nas atitudes do dia a dia: no acolhimento, na confiança, nas oportunidades e no reconhecimento das capacidades de cada profissional. Mais do que abrir portas, construir um ambiente inclusivo é permitir que cada pessoa encontre um lugar onde possa pertencer, crescer e fazer a diferença.

Faça parte do nosso time!

Se você é uma pessoa com deficiência (PcD) e deseja fazer parte da nossa equipe, cadastre seu currículo em nosso Banco de Talentos e acompanhe as oportunidades.

Acesse www.hnsd.org.br > contato > trabalhe conosco > salientando a importância do campo: PORTADOR DE DEFICIÊNCIA.

Valorizamos diferentes histórias, talentos e perspectivas, porque cuidar de pessoas também é promover inclusão e igualdade de oportunidades.

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