O aleitamento materno é um dos pilares fundamentais para a saúde e o desenvolvimento dos recém-nascidos. Rico em nutrientes e anticorpos, o leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses de vida.

De acordo com a enfermeira obstetra e consultora em amamentação da Unidade Materno Infantil (UMI) do HNSD, Eva Freitas, o leite materno supre todas as necessidades do bebê até os seis meses de vida.
“O leite materno é um alimento completo, perfeito para o bebê desde o início da vida até o sexto mês. Não há necessidade de complementar com outros leites, chá ou água, pois ele já contém todas as vitaminas e proteínas necessárias”, explica.
As fases do leite materno

A especialista destaca que o leite materno passa por diferentes fases, cada uma com funções importantes para o desenvolvimento do bebê.
Nos primeiros dias após o parto, a mãe produz o colostro, conhecido como o “primeiro leite”. Rico em anticorpos, ele é considerado a primeira vacina do recém-nascido, ajudando a proteger contra infecções.
A partir do sétimo dia, ocorre a produção do leite de transição, que continua sendo altamente nutritivo e adequado às necessidades do bebê. Já após o décimo dia, o organismo materno passa a produzir o chamado leite maduro, que mantém o equilíbrio ideal de nutrientes para o crescimento saudável.
Benefícios para mãe e bebê
Além de ser um alimento completo, o leite materno oferece diversos benefícios tanto para o bebê quanto para a mãe. Ele possui fatores de proteção que ajudam a prevenir diarreias e doenças respiratórias, como gripes e resfriados.
De fácil digestão, o leite materno não sobrecarrega o intestino nem os rins do bebê, contribuindo para o conforto e o bem-estar. Também auxilia na redução de cólicas e no desenvolvimento da mastigação, deglutição e fala.
Outro ponto positivo é a praticidade: não tem custo e já está sempre na temperatura ideal para o consumo.

Para as mães, os benefícios também são significativos. A amamentação contribui para a redução do risco de hemorragia no pós-parto, acelera a recuperação do corpo e diminui a incidência de câncer de colo do útero e de ovário.
“O leite materno é perfeito tanto para a mãe quanto para o recém-nascido. E, em caso de dificuldade para amamentar, é fundamental procurar ajuda especializada”, reforça.
Amamentação em livre demanda
Outro ponto importante é a forma como a amamentação deve ser conduzida. Segundo Eva Freitas, não é recomendado estabelecer horários rígidos para as mamadas.
“A amamentação deve ser em livre demanda, ou seja, guiada pelas necessidades do bebê. Observar a qualidade e a eficiência da mamada é fundamental para garantir o ganho de peso adequado”, orienta.
Atenção ao uso de chupetas e mamadeiras
A profissional também alerta para os riscos do uso de chupetas e mamadeiras, especialmente nos primeiros meses de vida. Esses itens podem interferir na amamentação e aumentar as chances de desmame precoce.
“O uso de chupetas e mamadeiras pode atrapalhar a sucção do bebê e comprometer a amamentação”, reforça.
Recomendações e apoio às mães
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Após esse período, a amamentação pode ser mantida de forma complementar até os dois anos ou mais, de acordo com o desejo da mãe e da família.
No HNSD, as mães recebem acompanhamento e orientações desde o nascimento do bebê, com apoio sobre a pega correta, manejo da amamentação e esclarecimento de dúvidas.
“Nós estamos à disposição para orientar e apoiar as mamães, tanto durante a internação quanto após o parto, reforçando os benefícios do aleitamento materno para a saúde do bebê e da mãe”, finaliza a enfermeira.
