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Paciente recebe alta da hemodiálise e reforça importância da esperança e do cuidado contínuo

18 de março de 2026

Tempo de leitura: 3 minutos

Histórias de superação fazem parte da rotina do serviço de hemodiálise, mas algumas delas ganham um significado ainda mais especial. É o caso de Nestor Ferreira, paciente que recentemente recebeu alta do tratamento no HNSD, trazendo uma mensagem de esperança para quem enfrenta a doença renal quando o rim não está comprometido em sua totalidade.

Nestor Ferreira celebra a alta da hemodiálise no HNSD após evolução clínica e recuperação da função renal – Foto: Comunicação HNSD

Com uma trajetória marcada por desafios, Nestor conhece bem a realidade hospitalar. Desta vez, porém, viveu uma experiência diferente: a possibilidade de interromper a hemodiálise após a recuperação parcial da função renal.

“Eu queria mostrar para as pessoas que estão passando por isso que é possível. A gente precisa ter força, seguir o tratamento e acreditar”, destacou.

Durante o período em que esteve em tratamento, o paciente enfrentou momentos de medo e insegurança, sentimentos comuns entre quem inicia a hemodiálise. Com o tempo, no entanto, encontrou apoio na equipe e também em outros pacientes.

“No começo, eu ficava muito nervoso e estressado. Depois fui ficando mais calmo. Ver outras pessoas ali, conversando, me ajudou muito. A gente percebe que não está sozinho”, relatou.

Além do impacto emocional, Nestor também chamou atenção para os desafios da rotina do tratamento, como deslocamentos frequentes, restrições alimentares e a necessidade de disciplina. “É um processo difícil, exige muita resiliência. Mas ver alguém recebendo alta dá esperança para continuar”, completou.

Alta é possível, mas exige cuidado contínuo

A enfermeira coordenadora da hemodiálise, Elizamara Carvalho, explica que casos como o de Nestor não são comuns, mas podem acontecer, principalmente entre pacientes com insuficiência renal aguda.

“Quando o paciente chega, o medo é muito grande, porque é um tratamento desconhecido. A pergunta mais comum é se vai precisar fazer hemodiálise para sempre. E a gente sempre orienta: é preciso acompanhar, porque cada caso é único”, destacou.

Segundo ela, a alta ocorre quando há recuperação suficiente da função renal, permitindo que o paciente deixe o tratamento substitutivo e passe para o chamado tratamento conservador.

“No caso dele, houve uma melhora de cerca de 30% da função renal. Isso permitiu a saída da hemodiálise, mas ele continua em acompanhamento. Agora, o mais importante é seguir corretamente a dieta, as medicações e as orientações da equipe”, explicou.

Elizamara também ressalta que o sucesso do tratamento está diretamente ligado ao trabalho conjunto da equipe multiprofissional e ao comprometimento do paciente.

“A hemodiálise é um suporte, mas o tratamento é um tripé: máquina, medicação e dieta. E o paciente precisa assumir o protagonismo para manter a qualidade de vida e evitar o retorno ao tratamento”, afirmou.

Evolução clínica e recuperação

De acordo com a médica nefrologista do HNSD, Dra. Juliana Duarte, Nestor chegou ao serviço em estado delicado, com anemia severa e insuficiência renal aguda.

“Ele já chegou em uma fase tardia da doença, mas ele evoluiu com melhora progressiva. Primeiro houve recuperação da anemia, depois da diurese e, agora, da função renal”, explicou.

Apesar da alta da hemodiálise, a médica reforça que o paciente ainda precisa de acompanhamento contínuo, já que permanece com doença renal crônica.

Uma mensagem de esperança

Após receber a notícia da alta, Nestor se tornou exemplo dentro do próprio serviço. Sua história reforça que, mesmo diante das dificuldades, é possível alcançar resultados positivos.

“Ver alguém saindo da hemodiálise é maravilhoso. Dá ânimo para quem está começando. Eu espero que minha história incentive outras pessoas a não desistirem”, finalizou.

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