Opções de privacidade

Síndromes respiratórias em crianças exige atenção redobrada no outono e inverno

30 de abril de 2026

Tempo de leitura: 4 minutos

Com a chegada das temperaturas mais baixas e do clima seco, aumentam os casos de síndromes respiratórias, especialmente entre crianças. Tosse, nariz entupido, febre e dificuldade para respirar estão entre os sintomas mais comuns e merecem atenção dos pais, principalmente quando acometem bebês e crianças menores.

De acordo com o pediatra do hospital católico Nossa Senhora das Dores, Dr. Kayser Kurka, as síndromes respiratórias abrangem doenças que acometem todo o trato respiratório, desde o nariz até os pulmões.

Dr. Kayser Kurka, pediatra do HNSD, orienta sobre os principais sinais de alerta, prevenção e cuidados relacionados às síndromes respiratórias em crianças – Foto: Comunicação HNSD

“As síndromes respiratórias podem acometer desde o nariz até o pulmão e podem ser causadas por diversos microrganismos, como vírus e bactérias. Elas vão desde um simples resfriado até quadros mais graves, como pneumonia, bronquiolite, crises asmáticas e síndrome respiratória aguda grave”, explica.

Segundo o especialista, esse aumento sazonal acontece principalmente durante o outono e inverno, quando o clima mais frio e seco favorece a permanência em ambientes fechados e com maior aglomeração.

“As pessoas tendem a ficar mais juntas em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus e bactérias, especialmente para crianças, que possuem imunidade mais baixa”, destaca.

Quais sinais devem preocupar?

Os sintomas iniciais geralmente são leves e incluem nariz entupido, tosse, espirros e febre baixa. No entanto, a evolução do quadro pode indicar necessidade de avaliação médica.

“Quando a criança começa a apresentar febre alta persistente, dificuldade para respirar, cansaço excessivo, dificuldade para se alimentar ou ingerir líquidos, é importante procurar atendimento médico”, orienta o pediatra.

Entre os sinais de alerta mais importantes estão:

  • esforço para respirar;
  • sonolência excessiva ou prostração;
  • dificuldade para mamar ou se alimentar;
  • redução do volume urinário;
  • extremidades frias ou arroxeadas, como mãos, pés e lábios.

“Se a criança estiver fazendo força para respirar, com falta de ar ou coloração arroxeada, os pais devem procurar imediatamente um serviço de saúde”, reforça.

Crianças menores são mais vulneráveis

Bebês, prematuros, crianças com baixo peso, imunidade reduzida ou doenças respiratórias prévias fazem parte do grupo de maior risco para complicações.

“Quanto menor a criança, maior a chance de desenvolver quadros respiratórios e evoluir com gravidade, porque o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento”, explica Dr. Kayser.

O médico também chama atenção para o contato com irmãos mais velhos em idade escolar, que frequentemente levam vírus para casa.

“Um dos principais fatores de transmissão para bebês é justamente o irmão que frequenta escola e acaba trazendo vírus respiratórios para dentro de casa”, alerta.

Prevenção começa em casa

Medidas simples ajudam a reduzir o risco de adoecimento e agravamento das síndromes respiratórias:

  • lavagem frequente das mãos;
  • higiene nasal com soro fisiológico;
  • boa hidratação;
  • alimentação equilibrada;
  • ambientes arejados;
  • evitar aglomerações, especialmente com bebês pequenos.

Para recém-nascidos, o cuidado deve ser ainda maior.

“Nos primeiros meses, o ideal é evitar visitas frequentes e exposição a ambientes cheios, pois bebês ainda não possuem imunidade suficiente e nem completaram o calendário vacinal inicial”, orienta.

Vacinação é a principal proteção

A vacinação segue como uma das medidas mais importantes para prevenir complicações respiratórias em crianças.

“A vacinação é a principal forma de prevenção. O calendário vacinal brasileiro é um dos mais completos do mundo, e é fundamental que todas as doses sejam aplicadas na data correta”, afirma.

Entre as vacinas destacadas pelo pediatra estão:

  • Influenza (gripe), indicada anualmente a partir dos 6 meses;
  • Pneumocócica;
  • Vacinas do calendário infantil;
  • Imunização contra bronquiolite (vírus sincicial respiratório), indicada conforme critérios médicos.

“A vacina da gripe é extremamente importante nesta época do ano, pois o vírus sofre mutações frequentes e exige vacinação anual”, completa.

O especialista reforça que, ao identificar sinais de gravidade, não se deve aguardar a evolução do quadro em casa.

“Se os sinais de alerta aparecerem, as medidas domiciliares já não são suficientes. Nesses casos, a avaliação pediátrica é essencial para diagnóstico e tratamento adequado”, finaliza.

Este conteúdo te ajudou?

Compartilhe a publicação:
WhatsApp
Facebook
LinkedIn
Email