Há histórias que começam com um primeiro emprego, crescem ao longo dos anos e, sem que ninguém planeje, atravessam gerações. No HNSD, a trajetória de Francisca, Rosimeire e Thaís mostra que um lugar de trabalho também pode se tornar parte da história de uma família.

Por 19 anos, Francisca da Silva percorreu os corredores do Hospital Católico Nossa Senhora das Dores como copeira. Ali, entre os cuidados do dia a dia e a rotina hospitalar, construiu uma trajetória que permanece viva até hoje. Aposentada, ela olha para o hospital e encontra não apenas lembranças dos anos em que trabalhou, mas também a continuidade de uma história que ajudou a construir.
Sua filha, Rosimeire da Silva Rosa, seguiu seus passos e fez do HNSD o seu primeiro emprego. E o que começou como uma oportunidade profissional se transformou em uma carreira de 37 anos.
“Pra mim é muito gratificante estar aqui até hoje. Cresci profissionalmente e como pessoa. Tudo que eu tenho e tudo que conquistei até hoje foi com o que ganhei aqui dentro. Foi meu primeiro emprego”, conta Rosimeire, assistente administrativa do setor de Faturamento.
São quase quatro décadas dedicadas ao mesmo lugar. Uma trajetória construída com trabalho, aprendizado e conquistas, e que agora encontra uma nova página.
Em julho deste ano, Rosimeire completou 37 anos de hospital. Pouco depois, sua filha, Thaís da Silva Rosa, começou sua própria caminhada no HNSD como enfermeira da unidade de internação Dom Mário 2.
O detalhe que torna esse encontro ainda mais especial é que Thaís está vivendo aquilo que sua mãe também viveu um dia: o primeiro emprego.
“Estou gostando muito. Está sendo uma experiência muito boa, principalmente por ser meu primeiro emprego. Fui muito bem acolhida e está sendo uma experiência ótima”, conta.
Mas, para Thaís, chegar ao HNSD não significa apenas ocupar o mesmo espaço onde sua mãe e sua avó construíram suas trajetórias. É também descobrir, por conta própria, o que esse lugar pode representar em sua vida.
“Foi uma surpresa. Eu nunca esperava que viesse trabalhar no mesmo lugar que elas. Saber que estou continuando essa história aqui é muito gratificante.”

Um legado
A história das três não é apenas sobre trabalhar no mesmo hospital. É sobre como experiências, valores e memórias podem atravessar gerações.
Cada uma em um momento diferente da vida, com funções diferentes e desafios diferentes, mas unidas por uma mesma instituição: o HNSD.
Para Francisca, ver a filha e a neta seguirem suas próprias trajetórias no hospital representa uma conquista.
E, talvez, seja justamente aí que esteja o significado mais bonito dessa trajetória: alguns legados não são herdados. São construídos, inspiram quem vem depois e ganham novos significados a cada geração.
No HNSD, a história de Francisca, Rosimeire e Thaís mostra que cuidar também pode ser uma tradição de família, não porque alguém precisou seguir o mesmo caminho, mas porque uma história foi capaz de inspirar outras.
