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Câncer de próstata: diagnóstico precoce amplia chances de cura e tratamentos evoluem com técnicas menos invasivas

9 de junho de 2026

Tempo de leitura: 4 minutos

Após compreender os fatores de risco, a importância dos exames preventivos e a necessidade do acompanhamento urológico regular, é fundamental conhecer como o câncer de próstata é tratado e por que o diagnóstico precoce faz tanta diferença nos resultados.

O diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado no combate ao câncer de próstata, destaca o urologista Dr. Luiz Henrique Ribeiro Santos – Foto: Comunicação HNSD

Segundo o urologista Dr. Luiz Henrique Ribeiro Santos, integrante do corpo clínico do Hospital Católico Nossa Senhora das Dores (HNSD), os avanços da medicina têm permitido tratamentos cada vez mais precisos e menos invasivos, contribuindo para uma recuperação mais rápida e melhor qualidade de vida dos pacientes.

Não leu a primeira parte? Confira a matéria completa sobre fatores de risco, sintomas e a importância dos exames preventivos para o diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura

Conforme explica o urologista Dr. Luiz Henrique Ribeiro Santos, quando identificado nas fases iniciais, o câncer de próstata apresenta elevadas taxas de cura. O prognóstico da doença varia de acordo com o estágio em que ela é descoberta.

Segundo o médico, nos tumores localizados de baixo risco, as chances de cura podem ultrapassar 95%. Já nos casos classificados como risco intermediário, esse índice varia entre 85% e 95%. Em pacientes com tumores localizados de alto risco, as chances de cura podem chegar a 90%.

De acordo com o especialista, quando a doença é diagnosticada em estágio metastático, ou seja, quando já se espalhou para outras partes do organismo, a cura deixa de ser possível. Ainda assim, existem tratamentos capazes de controlar a evolução da doença e proporcionar anos de sobrevida com qualidade.

Cirurgia aberta, laparoscópica e robótica: quais são as diferenças?

Segundo Dr. Luiz Henrique, entre as opções de tratamento com intenção curativa estão a cirurgia e a radioterapia. A escolha depende das características do tumor, da idade do paciente, das condições clínicas e da avaliação médica individualizada.

Foto: Banco de Imagens

O urologista explica que atualmente existem três principais modalidades cirúrgicas para o tratamento do câncer de próstata:

  • Cirurgia aberta: realizada por meio de uma incisão maior na região abdominal, permitindo o acesso direto do cirurgião à próstata.
  • Cirurgia laparoscópica: procedimento minimamente invasivo realizado através de pequenas incisões, por onde são introduzidos uma câmera e instrumentos cirúrgicos especiais.
  • Cirurgia robótica: também minimamente invasiva, utiliza uma plataforma robótica controlada pelo cirurgião, proporcionando movimentos mais precisos e visualização ampliada da área operada.

Conforme destaca o médico, todas as modalidades apresentam eficácia semelhante no controle do câncer. A principal diferença está na recuperação e nos possíveis efeitos pós-operatórios.

Tratamentos evoluíram e oferecem recuperação mais rápida

Dr. Luiz Henrique ressalta que as técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e a cirurgia robótica, têm se destacado pelos benefícios oferecidos aos pacientes.

Entre as vantagens estão menor sangramento durante o procedimento, menos dor no período pós-operatório e recuperação mais rápida em comparação à cirurgia aberta.

“O tratamento do câncer de próstata depende das características da doença e do perfil de cada paciente. Por isso, cada caso deve ser avaliado de forma individualizada”, explica o especialista.

Vigilância ativa: quando o tratamento pode esperar

De acordo com o urologista, nem todos os pacientes diagnosticados com câncer de próstata precisam iniciar um tratamento invasivo imediatamente.

Em alguns casos específicos, especialmente nos tumores de baixo risco, é possível adotar a chamada vigilância ativa. Segundo o médico, nessa estratégia o paciente é acompanhado periodicamente por meio de exames de PSA, toque retal e, quando necessário, novas biópsias.

Conforme esclarece Dr. Luiz Henrique, o objetivo é monitorar a evolução da doença e indicar tratamento apenas se houver sinais de progressão, sem comprometer as chances de cura.

Cuidar da saúde é um ato de prevenção

Conforme destaca o médico, apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, o principal desafio continua sendo conscientizar os homens sobre a importância dos cuidados preventivos.

“O acompanhamento médico regular permite diagnosticar doenças, incluindo o câncer de próstata, em suas fases iniciais. Não devemos esperar o aparecimento de sintomas para procurar avaliação”, conclui Dr. Luiz Henrique.

No Hospital Católico Nossa Senhora das Dores, a prevenção e o diagnóstico precoce são incentivados como parte do compromisso com a promoção da saúde e da qualidade de vida. Cuidar da saúde é um gesto de responsabilidade consigo mesmo e com quem se ama, e esse cuidado começa com consultas regulares e a realização dos exames recomendados.

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