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Câncer de próstata: diagnóstico precoce faz toda a diferença

8 de junho de 2026

Tempo de leitura: 4 minutos

O câncer de próstata é a neoplasia mais comum entre os homens, desconsiderando os casos de câncer de pele não melanoma. Apesar de ser uma doença amplamente conhecida, o preconceito em relação aos exames preventivos e a falta de acompanhamento médico regular ainda fazem com que muitos diagnósticos aconteçam em fases mais avançadas.

Segundo o médico urologista do HNSD, Dr. Luiz Henrique Ribeiro Santos, a informação e a conscientização continuam sendo as principais ferramentas para mudar essa realidade. Confira, a seguir, a entrevista exclusiva concedida ao HNSD.

O acompanhamento regular com o urologista é fundamental para a detecção precoce do câncer de próstata, ressalta o especialista – Foto: Comunicação HNSD

Um dos cânceres mais frequentes entre os homens

De acordo com o Dr. Luiz Henrique, Dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam cerca de 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano no Brasil entre 2026 e 2028. O risco estimado é de 74,6 casos para cada 100 mil homens.

O médico explica que a doença surge quando células da próstata passam a se multiplicar de forma desordenada devido a alterações genéticas. Em alguns casos, essas células podem invadir tecidos vizinhos ou se espalhar para outras partes do corpo, processo conhecido como metástase.

“O câncer de próstata é um tumor extremamente prevalente e seu diagnóstico é feito por meio da associação do exame de PSA com o toque retal. Infelizmente, ainda existe muito preconceito em relação ao exame de toque, o que contribui para diagnósticos tardios”.

Idade e histórico familiar estão entre os principais fatores de risco

O especialista do HNSD reforça que o câncer de próstata é raro antes dos 40 anos, mas sua incidência aumenta significativamente após os 50 anos. Além da idade, o histórico familiar é um dos fatores de risco mais importantes.

Homens que possuem parentes com câncer de próstata devem estar ainda mais atentos. Outros tipos de câncer na família, como mama, ovário, pâncreas e intestino, também podem indicar predisposição genética para a doença. Além disso, hábitos de vida pouco saudáveis podem contribuir para o desenvolvimento do câncer.

“O tabagismo, a obesidade e o sedentarismo estão associados ao aumento do risco para diversos tipos de câncer, incluindo o de próstata”, destaca o médico.

O câncer de próstata não costuma apresentar sintomas no início

De acordo com o médico, um dos maiores desafios no combate à doença é justamente o fato de ela não apresentar sintomas em suas fases iniciais.

Muitos homens acreditam que a ausência de desconfortos significa ausência de problemas, mas essa percepção pode atrasar o diagnóstico.

Com o envelhecimento, é comum ocorrer o aumento benigno da próstata, condição que pode provocar sintomas urinários como jato urinário fraco, esforço para urinar e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. No entanto, esses sintomas não significam necessariamente a presença de câncer.

“O câncer de próstata, na maioria das vezes, não provoca sintomas no início. Por isso, os exames preventivos são fundamentais para identificar a doença precocemente”, reforça.

PSA e toque retal: exames que se complementam

Para o médico, o rastreamento do câncer de próstata é realizado principalmente por meio do exame de PSA, feito através de uma coleta de sangue, e do toque retal.

Embora o PSA tenha alta sensibilidade para identificar alterações, ele não deve ser utilizado isoladamente.

“Em alguns casos, mesmo com o PSA dentro da normalidade, podem existir alterações na próstata que exigem investigação complementar, incluindo a realização de biópsia”, explica o urologista.

Por isso, a avaliação médica continua sendo indispensável para interpretar corretamente os resultados e definir a necessidade de exames adicionais.

Quando iniciar o acompanhamento com o urologista?

Segundo o urologista, as recomendações variam de acordo com o perfil de risco de cada paciente.

Homens com histórico familiar ou outros fatores de risco devem iniciar o rastreamento aos 45 anos. Já aqueles sem fatores de risco podem começar aos 50 anos.

Há ainda situações específicas, como pacientes portadores da mutação genética BRCA2, que devem iniciar o acompanhamento a partir dos 40 anos.

Mesmo sem sintomas, a orientação é manter consultas periódicas com o urologista.

Embora seja um dos tipos de câncer mais frequentes entre os homens, o câncer de próstata apresenta altas chances de controle e cura quando identificado precocemente. Por isso, vencer o preconceito, manter hábitos saudáveis e realizar consultas regulares com o urologista são atitudes fundamentais para a saúde masculina. Na próxima matéria, o HNSD traz mais detalhes sobre as formas de tratamento, as chances de cura e os avanços da medicina no combate à doença. Leia aqui.

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